Título do artigo: Hipogonadismo como fator de risco para mortalidade cardiovascular em homens: um estudo metaanalítico (Corona 2011).
Objetivo: Verificar se o hipogonadismo (baixos níveis de testosterona) representa um fator de risco para morbidade e mortalidade cardiovascular (CV) e verificar se a terapia de reposição de testosterona (TRT) melhora os parâmetros CV em indivíduos com doenças cardiovasculares (DCVs) conhecidas.
- Dos 1178 artigos recuperados, 70 foram incluídos no estudo, dados foram de 1o de janeiro de 1969, até 1o de janeiro de 2011.
- Pacientes com DCV têm níveis significativamente menores de testosterona e mais altos de 17-β estradiol (E(2))
- A associação entre baixos níveis de testosterona e altos níveis de E(2) com DCV foi confirmada em um modelo de regressão logística.
- Finalmente, a TRT foi positivamente associada a um aumento significativo na duração do teste em esteira e no tempo para depressão do segmento ST de 1 mm.
➔ CONCLUSÃO
- Níveis mais baixos de testosterona e E(2) se correlacionam com maior risco de DCV e mortalidade CV.
- TRT (Terapia de Reposição de Testosterona) no hipogonadismo controla componentes metabólicos associados ao risco cardiovascular.
- Demonstrou-se que baixos níveis de testosterona se correlacionam significativamente com os fatores de risco cardiovascular, com a incidência de eventos coronarianos e eventos cardiovasculares em geral.
- Portanto, é muito importante que os médicos procurem hipogonadismo em homens com fatores de risco CV e doença e, inversamente, procurem comorbidades CV quando o hipogonadismo for encontrado.
Referência: Corona, Giovanni et al. “Hypogonadism as a risk factor for cardiovascular mortality in men: a meta-analytic study.” European journal of endocrinology vol. 165,5 (2011) .
Dr. Breno Souza | Medicina Esportiva Baseada em Evidencia